Veja como funciona o financiamento de carro sem entrada


Brasileiro ama automóvel de passeio: fato. E no momento de adquirir um veículo, fazer um bom negócio é a meta. Contudo, um questionamento bastante comum diz respeito ao custo-benefício de entrar em um financiamento de carro sem entrada.


Quem está pensando em trocar de veículo pode oferecer o antigo como um apoio para levar um mais novo (zero km ou seminovo) e, dessa forma, abater um pouco o preço total, a fim de não comprometer tanto o orçamento.

Mas se essa não for a sua condição, surge a dúvida: vale mais a pena financiar sem entrada ou acumular o valor total e comprar à vista? Nesse caso, quando existe urgência, a primeira opção é a mais viável. Pensando nisso, elaboramos este material. Nele, você conhece tudo sobre financiamento de carro sem entrada. Confira!

Financiamento com entrada x financiamento sem entrada

A compra de um automóvel é um momento único, já que a rotina da família muda para melhor e se garante conforto e segurança durante as viagens.

Para quem não tem o dinheiro para pagar à vista, financiar costuma ser a saída ideal. Por meio dessa solução financeira, pega-se o carro com parcelas mensais de longo período. Existem duas opções:

  • financiamento com entrada segundo o próprio nome diz, é preciso dar uma entrada mínima de 20% do preço total do veículo. Trata-se de uma exigência de boa parte das empresas, pois funciona como garantia de pagamento e somente os 80% são parcelados com juros embutidos;
  • financiamento de carro sem entrada nesta alternativa a entrada não é necessária, ou seja, ela figura como mais adequada para quem está com pressa de ter o veículo e ainda não possui o valor da entrada ou da totalidade.

A seguir, conheça as duas modalidades mais populares de compra de automóvel parcelado.

Leasing

O leasing funciona da seguinte forma: o veículo fica no nome da empresa que concedeu o crédito até você quitar tudo, em uma operação semelhante ao aluguel de um carro. Só após o pagamento da última parcela ele passa a ser seu.

Além disso, se não pagar as mensalidades em dia e ficar inadimplente, a instituição financeira ou a concessionária confisca o bem de volta e você perde todo o montante pago anteriormente.

É por causa dessa cláusula que os juros do leasing são relativamente baixos. O fato de incidir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também reduz o valor total do automóvel.

Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

É uma alternativa bastante popular no mercado. Nela, a financeira libera o dinheiro integral do bem para a compra à vista e a pessoa ressarce esse dinheiro em parcelamentos com juros embutidos — semelhante a um empréstimo.

Dá para adquirir um veículo tanto em uma concessionária quanto com vendedores particulares. Após fechar negócio e transferir a documentação, o automóvel fica registrado no seu nome, mas alienado, pois você oferece o bem como garantia de financiamento buscando fugir de juros elevados.

O processo de financiamento de carro sem entrada

Antes de “bater o martelo”, vale reforçar as condições dessa modalidade de aquisição:

  • pagar juros elevados;
  • parcelamento maior, visto que não há valor de entrada;
  • comprovação de renda mais alta para ter o financiamento aprovado.

Isso tudo ocorre porque as empresas de crédito precisam se proteger em relação ao risco de inadimplência na compra de um bem de valor elevado sem entrada.

A parte boa? Você consegue ter seu automóvel em pouquíssimo tempo: o período de aprovação de um financiamento costuma ser de dois dias úteis, e você já sai dirigindo. É a melhor alternativa para quem necessita do carro o quanto antes.

Score de crédito

Para liberar o financiamento, a instituição analisa o crédito do solicitante no site do Serasa para identificar a probabilidade de pagamento.

Abaixo, estão elencadas as pontuações que vão de zero a mil com as seguintes classificações:

  • até 399 pontos = grande risco de endividamento – não consegue nenhuma espécie de crédito no mercado;
  • 400 a 599 pontos = médio risco de inadimplência – pode solicitar cartões de crédito e outros serviços financeiros de valores reduzidos;
  • 600 a 799 = baixo risco de endividamento – possibilidade de conseguir boas linhas de crédito se permanecer nesse nível;
  • mais de 800 = baixíssimo risco de se tornar inadimplente – ideal para ser aprovado no financiamento sem entrada.

Por fim, é importante reforçar que cada empresa define normas próprias para a liberação do crédito. Isso significa que mesmo que você tenha um score entre 700 e 800 pontos, pode receber sinal verde para o financiamento.

A escolha de um bom financiamento

Antes de “bater o martelo”, é vital analisar alguns pontos para assumir esse compromisso financeiro e fazer um bom negócio. Veja os requisitos.

Procure recomendações

Ao demonstrar interesse em uma concessionária ou instituição financeira, consulte pessoas que já participaram de um financiamento com a empresa. Elas podem contar experiências vividas durante as negociações e como foi o período de pagamento.

Atente-se à taxa de juros

Outro fator que merece cuidado é a taxa de juros cobrada pelo banco. Afinal, se ela for muito elevada, você corre o risco de comprometer seu orçamento ou pagar muito mais do que deveria para ter um automóvel na garagem. Pese os prós e contras.

Confira prazos e condições de pagamento

Veja se é possível alinhar o vencimento das parcelas de acordo com a data da sua remuneração (se for empregado) ou rendimento (se for empresário). Além disso, verifique o período de pagamento estipulado pela empresa. Geralmente é possível parcelar tudo em até 48 vezes (quatro anos).

Escolha uma parcela compatível ao seu orçamento

Avalie seu orçamento, contas fixas e variáveis para definir uma parcela que caiba no seu bolso, sem comprometer as finanças durante o processo de financiamento. Monte uma planilha de rendimentos e despesas com o auxílio de um aplicativo de controle financeiro pessoal.

Pense no longo prazo (valor de revenda)

Apesar de ser um bem durável, o carro tem prazo de validade e você precisa considerar o valor de revenda. Além disso, pode ser necessário um veículo maior (ou menor), mais potente, mais confortável, enfim, suas demandas e necessidades podem mudar no futuro.

Fique atento quanto ao grau de desvalorização do veículo. Escolha um modelo de alta procura no mercado e de cor popular (prata, preto, branco, cinza ou vermelho). Assim, quando chegar a hora de revendê-lo, você consegue uma boa quantia para comprar ou financiar outro automóvel.

Como visto, o financiamento de carro sem entrada é uma alternativa viável para algumas pessoas, desde que exista um preparo financeiro para lidar com esse compromisso. Se você se encaixa nos requisitos, pode fechar negócio com a concessionária ou instituição bancária da sua preferência para desfrutar de um bem móvel que garante comodidade, conforto e praticidade no dia a dia.

E então, o que achou do conteúdo? Ficou com dúvidas a respeito do financiamento de veículo? Comente abaixo!



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