Os tutores de animais querem passar a maior quantidade de tempo possível com eles, e muitas vezes levá-los em viagens, por isso o transporte de pet em carros deve ser feito com todo o cuidado para o bem-estar do seu pet, mas sem desobedecer as regras que o CTB impõe para esse tipo de transporte.
Os especialistas do Grupo AB relacionam uma série de informações importantes neste artigo, que vai servir como um guia completo sobre o transporte seguro de pets em veículos, para orientar tutores sobre as exigências legais, boas práticas de segurança e conforto durante viagens.
No decorrer da leitura também vamos explicar as regras do CTB para evitar multas, apresentar os principais dispositivos de contenção e seus benefícios, além de oferecer recomendações para reduzir o estresse dos animais durante o deslocamento de cães e gatos.
O que diz a lei sobre o transporte de cachorro em carros pelo Detran?
De acordo com o CTB, o Código de Trânsito Brasileiro, não há nenhuma restrição sobre o transporte de pets em veículos, mas há uma série de normas que foram criadas para garantir a segurança do próprio pet, do condutor e do trânsito de uma forma geral..
Como levar o cachorro no carro sem levar multa?
A principal regra do CTB é que o pet deve estar, obrigatoriamente, contido, para não desviar a atenção do motorista durante a condução. Por contido leia-se em compartimentos específicos para isso, não podendo ser nos braços, pernas, colo ou ao lado do condutor, de acordo com o Artigo 252 do CTB, considerado infração média..
Ainda que não haja nenhum artigo específico sobre como deve ser o transporte de pets pelos seus tutores e veículo, no Artigo 169 conta que “ dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segurança” é considerado infração leve, passível de multa e perda de pontos na CNH, ou seja, cachorro ou gato soltos no veículo podem render autuação.
Pode viajar com cachorro sem cadeirinha?
A cadeirinha não é um item obrigatório para o transporte de pets, mas eles não podem viajar soltos, então mesmo que não seja uma cadeirinha, é necessário utilizar uma forma de contenção que ofereça segurança ao condutor e também ao pet, além de conforto para seu amigo de quatro patas!
O cachorro conta como passageiro no carro?
O cachorro não conta como ocupante ou passageiro do veículo, mas sim como carga viva, porém o fato de ser uma carga viva não significa que ele pode ser colocado na mala, e os itens de contenção devem ser afixados, para segurança de todos, com o cinto de segurança.
Regras essenciais para viajar com cachorro de carro
Para os tutores, a segurança e conforto dos seus pets é fundamental, então seguem abaixo uma descrição das regras e cuidados com eles em trajetos curtos e mais longos:
Contenção obrigatória
Uma das regras do CTB é a contenção obrigatória, evitando assim que o pet fique solto no veículo e acabe por se aproximar do seu tutor, uma atitude até esperada em um ambiente diferente do que ele está acostumado, e acabe por provocar acidentes ou multas.
Há uma série de itens que podem ser utilizados para conter e proteger seu pet, e ele deve ser transportado no banco traseiro do veículo, com uma atenção especial no caso de haver airbags, pois caso ele seja acionado pode machucar de forma muito grave o pet ou até matá-lo.
Espaço e conforto
Para que seu pet viaje de forma confortável e segura há uma série de medidas recomendadas por veterinários, como manter o ar-condicionado sempre ligado em temperatura ambiente, já que calor excessivo é muito desgastante para os animais.
Para animais menores as caixas de transporte são uma boa solução, e elas devem oferecer espaço suficiente para que o pet possa dar a volta em si mesmo e ficar de pé, já no caso de porte médio e dos maiores, o cinto de segurança peitoral é eficiente.
Cuidados durante o trajeto
Como alguns pets têm propensão a enjoos durante viagens de carro, a recomendação é evitar alimentação até 3 horas antes da saída, e também manter água e petiscos sempre à mão para oferecer esporadicamente.
As paradas devem ser feitas a cada 2 ou 3 horas, pois além de fazer suas necessidades fora do carro, é o momento ideal para hidratar seu pet e permitir que ele caminhe um pouco fora da restrição do veículo. Não esqueça de levar a carteira de vacinação dele, pode ser útil em diversas situações.
Um dos mais importantes alertas é nunca deixar seu pet sozinho no veículo quando ele estiver estacionado, pois ele pode sofrer com uma hipotermia, e ela pode ser fatal. Outro cuidado a ser tomado é conter seu pet para não colocar a cabeça para fora do carro, um hábito comum em cachorros, pois além de ser infração grave, pode representar um risco para a segurança dele.
Equipamentos recomendados para transportar pets no carro
Para os mais diferentes portes de pet há soluções práticas, confortáveis e seguras, então vamos às dicas de equipamentos para proteger você e seu companheiro:
Caixa de transporte rígida
Essa é uma forma de transportar cães e gatos de porte pequeno, que sejam agitados e precisem de uma contenção mais firme, de forma a evitar que circulem pelo veículo ou se aproximem do tutor.
Cinto de segurança pet
O cinto de segurança para pets é uma forma de conter animais de portes médio e grande, ele fica preso ao cinto de segurança do veículo, tem três pontas e o ponto de maior contenção se localiza no peito do cachorro, evitando que ele seja arremessado em caso de frenagens bruscas ou colisões.
Cadeirinha ou assento flutuante pet
A cadeirinha para pets ou assento flutuante são normalmente instaladas no console central ou suspensa nos bancos, e ela se assemelha a uma pequena cama elevada, ideal para viagens e muito confortável.
Com o uso desse equipamento de contenção o seu pet fica mais elevado, e pode ver a parte externa do veículo enquanto foca confortavelmente contido, ou seja, ele se distrai com o movimento e ainda fica em segurança.
Grade divisória de porta-malas
Um outro recurso de segurança para contenção de pets é a grade divisória de porta-malas, indicada para pets de porte médio e grande, e pode ser utilizada de diferentes maneiras. Ela pode dividir o porta-malas entre a área destinada às bagagens e a destinada ao pet. Ou mesmo dividir o porta-malas para 2 pets diferentes, de forma a cada um se manter no próprio espaço.
A grade é ajustável, com hastes extensíveis, sistemas de pressão, e por ser vazada permite a entrada de bastante ar, além de deixar a visualização do seu pet livre, com contato visual constante.
Dicas de como viajar com cachorro no carro de forma tranquila
Para os tutores que vão percorrer distâncias maiores com o pet no carro, seguem as dicas de como planejar uma viagem confortável, segura e sem surpresas.
Preparação antes da viagem
Muitos pets não só estão acostumados a andar de carro com seus tutores, como também aproveitam bastante o passeio, mas viajar requer alguns cuidados extras, especialmente para os cães que só entram nos veículos para idas ao veterinário e podem associar este tempo aos momentos de tensão pré-consultas.
Não deixe de escolher o melhor método de contenção para seu pet, de acordo com seu porte e focado na sua segurança e conforto. A última refeição do pet deve ser oferecida entre 3 ou 4 horas antes da viagem, pois em caso de enjoo o risco de vômito é menor.
Prepare um recipiente que seja prático para dar água para seu pet sem que ela vaze e molhe o carro, bem como petiscos bem leves, que não provoquem enjoo, agradem seu pet e reduzam a sua fome.
Condicionamento progressivo ao carro
Para que seu pet não sinta tanto o desconforto de viajar de carro, é possível fazer uma adaptação prévia, condicionando-o aos poucos. Leve seu pet para passear em trajetos curtos inicialmente, e ao fim dê petiscos como recompensa de forma a associar o momento a situações agradáveis.
Para que ele não desenvolva o mau hábito de colocar a cabeça para fora da janela, ao levá-lo para passear deixe apenas uma fresta aberta, ou dê preferência ao uso do ar-condicionado para manter o conforto e a segurança.
Planejamento de paradas durante o trajeto
Dependendo do tempo de viagem, o tutor precisa se programar para fazer pausas, para hidratar o pet, permitir que ele faça suas necessidades fora do carro e deixar que ele caminhe um pouco.
O ideal é que ele possa descer do veículo a cada 2, no máximo 3 horas de viagem, e para as viagens mais longas é importante pensar em fraldas, tapetes higiênicos e até mesmo mais pausas caso ele precise se alimentar ou esteja muito quente e precise beber mais água que o normal.


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