Chegou o seu momento, está na hora de comprar seu primeiro carro elétrico, e apesar da empolgação, é muito comum que surjam uma série de dúvidas, sobre sua autonomia, desempenho, locais de recarga e todos os custos envolvidos, desde a compra até manutenção e carregamento.
Neste artigo vamos desmistificar a experiência de possuir um veículo eletrificado, e nosso foco será na realidade da autonomia (ciclo Inmetro), infraestrutura de recarga e viabilidade financeira na compra e durante o uso.
O objetivo do texto é detalhar o custo de propriedade reduzido e a vida útil das baterias, e orientar o consumidor na transição energética, com dicas para uma compra segura e assistida.
Para quem pretende comprar o primeiro carro elétrico, nossa dica é procurar no Grupo AB, que oferece consultoria especializada em eletrificados e infraestrutura de pós-venda preparada, além de contar com suporte completo, que vai da escolha de modelos com as melhores garantias até orientações sobre recarga garantindo eficiência e economia sustentável.
Autonomia e bateria dos carros elétricos
A autonomia das baterias dos carros elétricos têm uma grande margem de variação, que vai desde os 200 km com uma carga aos 500 km, já que tudo depende do modelo do veículo, e da medida em kWh da bateria, incluindo fatores externos, como o uso do ar-condicionado, o uso urbano ou em estradas, o tipo de recarga, entre outros.
Para quem está comprando o primeiro carro elétrico é importante saber que, ao contrário dos veículos a combustão, os elétricos gastam mais energia em estradas e têm um desempenho melhor em perímetros urbanos, pois o sistema de frenagem regenerativa é mais acionado e tem maior recuperação da energia.
Ciclo Inmetro vs. ciclo WLTP: como entender a autonomia real no Brasil?
Podemos contar com dois tipos de medições da autonomia da bateria do veículo eletrificado, que é o ciclo Inmetro e o ciclo WLTP. O do Inmetro é considerado como a medição oficial no Brasil, e é feito através da realização de testes de rodagem.
Sobre o resultado dos testes é aplicado uma redução de aproximadamente 30% para que fique o mais próximo possível da realidade, e para que o motorista fique mais seguro, garantindo assim que ele não chegue ao consumo extremo e acabe com o veículo parado por falta de carga.
Já o ciclo WLTP (Worldwide Harmonised Light Vehicle Test Procedure) é o sistema de medição padrão europeu, e costuma realizar seus testes em diferentes cenários, mas de forma otimista, com velocidades médias e climas não muito rigorosos.
Vida útil da bateria: quantos anos ela realmente dura?
A vida útil da bateria tem uma média de durabilidade de 10 a 20 anos, e isso significa rodar entre 160 mil a 500 mil km, mas além da sua vida útil depender do volume de uso do veículo, dos adicionais que o condutor tiver o hábito de usar, como ar condicionado e aquecedor, o perfil do condutor também impacta na sua longevidade, pois os motoristas mais arrojados acabam por exigir mais do motor e da bateria do carro;.
Degradação e garantias de fábrica
No decorrer dos anos a bateria vai perdendo aos poucos parte da sua autonomia, uma média de 2% a 2,5% por ano de uso de degradação, especialmente nos 3 primeiros anos, já que depois há uma desaceleração da perda de capacidade.
Ou seja, com um cálculo básico é possível perceber que depois de 4 anos de uso uma bateria que quando saindo da fábrica tinha uma autonomia original de 200 km, depois de 4 anos consecutivos de uso passará a ter cerca de 160 km a 170 km, porém com funcionamento constante, permitindo o funcionamento perfeito do veículo.
As fabricantes de carros elétricos costumam oferecer uma garantia que gira entre 8 e 10 anos para as baterias dos seus veículos, com cobertura para seu sistema, o que significa rodar entre 160 mil km e 240 mil km, e que ao final da garantia ela ainda terá cerca de 70% a 80% da sua autonomia inicial.
O ecossistema de recarga: onde e como "abastecer"
Quem ainda tem veículo à combustão e vai comprar o primeiro carro elétrico costuma se preocupar com o carregamento da bateria, pois apesar do crescimento em larga escala do número de elétricos nas ruas, a rede de abastecimento ainda é relativamente “escondida”, pois somente quem já faz uso é que conhece os pontos.
Atualmente há duas opções distintas de carregamento, o caseiro e o externo, como apresentaremos a seguir:
Recarga em casa: Wallbox, tomadas aterradas e custos de instalação
O aparelho que geralmente é instalado em casa para carregar a bateria do veículo eletrificado é chamado de wallbox, e essa é a recarga mais barata e muito mais conveniente, pois pode ser feita durante a noite ou em horários em que o carro não está sendo utilizado, de acordo com a rotina do condutor.
O wallbox costuma ter 7,4 kW, quando monofásico, e vai até 22 kW se for trifásico, e deve ser feito por profissionais capacitados, para que seja feito previamente uma avaliação da capacidade energética do local, para maior segurança e por ser obrigatório.
O wallbox é muito seguro, carrega até 10 vezes mais rápido que as tomadas comuns, é resistente à água e poeira. Tem conexão por Wi-Fi ou Bluetooth com o aplicativo, oferece relatórios de consumo e de carga, e ainda permite que o carregamento seja agendado previamente, para que sejam aproveitados os horários com a energia elétrica mais barata.
O carregamento caseiro também pode ser feito por meio de tomadas aterradas, comuns ou industriais, desde que possua fiação exclusiva para que não haja sobrecarga e superaquecimento. É ideal para carregadores portáteis.
O custo de instalação varia bastante, pois depende de uma série de fatores, como por exemplo a capacidade energética da residência ou condomínio. O valor aproximado do equipamento varia de R$ 3 mil a R$ 5 mil, mas atualmente há empresas que oferecem o pacote fechado, com equipamento e mão de obra por um custo próximo a R$ 8 mil.
Redes de carregamento público: aplicativos essenciais e tipos de conectores
Quem comprar o primeiro carro elétrico e não tiver a possibilidade de carregar sua bateria em casa precisará fazer uso dos pontos externos, que no perímetro urbano podem ser encontrados em shoppings, supermercados, estacionamentos, aeroportos, redes de hotéis, entre outros locais.
Para quem vai viajar é possível encontrar pontos de “abastecimento” nas principais rodovias do país, em corredores elétricos, e em alguns postos de combustíveis, que fazem o carregamento super rápido.
Os tipos de carregadores disponíveis nos pontos de abastecimento são do tipo 2 (Mennekes - IEC 62196-2), de padrão oficial na América Latina para carga lenta/rápida em corrente alternada (AC) e é usado por quase todos os veículos eletrificados.
Há também o CCS-2 (Combined Charging System), que é o padrão para carregamento rápido (DC), é o tipo 2 com conectores adicionais para alta potência, normalmente bastante usado em rodovias.
Custo de propriedade: carro elétrico é realmente mais barato?
Um fator que influi diretamente no custo total do veículo eletrificado é o perfil do seu proprietário, mas de forma geral ele tende a ser mais econômico por uma série de motivos, que vão desde o número menor de componentes para manutenção ao custo da carga da bateria.
Manutenção simplificada
Um fator extremamente vantajoso para quem vai comprar o primeiro carro elétrico e tem dúvidas sobre os custos depois da aquisição é que ele conta com um número consideravelmente menor de componentes que os veículos à combustão, tornando sua manutenção mais simples e barata.
A economia, quando a manutenção é feita dentro dos prazos corretos, pode chegar a ter uma redução de até 50% em relação aos carros à combustão, dependendo da marca, modelo e perfil do condutor.
As revisões são menos frequentes, e não realizam a troca de óleo, fluidos, filtros, e uma série de outros componentes, além de terem um sistema de freio regenerativo com vida útil maior, durando bem mais do que os dos carros comuns.
IPVA e incentivos
O governo oferece incentivos para a aquisição de veículos eletrificados, o que é um estímulo ainda maior para quem vai comprar seu primeiro carro elétrico, pois já economiza logo no pagamento de impostos e outras taxas, mas é necessário verificar se seu estado tem algum plano nesse sentido.
A Bahia, por exemplo, oferece isenção total de IPVA para veículos até R$ 300 mil. Em São Paulo o desconto é possível, mas não há isenção, porém os elétricos não precisam entrar no rodízio municipal. Há também um incentivo na alíquota de importação de alguns elétricos, reduzindo seu preço de venda ao consumidor.
O custo do KM rodado
O custo do km do veículo eletrificado é consideravelmente menor que o dos carros à combustão, pois de acordo com pesquisas realizadas em 2026 o valor do km dos carros à combustão varia de R$ 0,40 a R$ 0,65, enquanto o dos elétricos gira em torno de R$ 0,10 a R$ 0,20, dependendo do modelo e do sistema de carregamento.