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Pivô de suspensão: o que é, função e sinais de desgaste

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Escutando estalos ou barulhos na suspensão? Conheça os sinais de desgaste do pivô de suspensão, como identificar folgas e o momento certo para a troca. Leia agora!

Pivô de suspensão: o que é, função e sinais de desgaste

Se há uma tecla que sempre batemos aqui no blog é a da importância da manutenção preventiva, especialmente do pivô de suspensão, um componente fundamental do sistema, pois se seu funcionamento não estiver de acordo com a demanda pode acarretar uma série de outros problemas conexos.

Se você não está ambientado com esta peça, está no lugar certo, pois aqui vamos explicar o que é o pivô de suspensão, sua função essencial na estabilidade e dirigibilidade do veículo, e os diferentes tipos existentes. 

Vamos também detalhar os sinais de desgaste (ruídos, folga na direção, vibrações), as graves consequências de uma peça danificada, o processo de avaliação dos componentes da suspensão, a vida útil, o valor médio da troca e a importância da manutenção do sistema de suspensão. 

O que é o pivô de suspensão?

O pivô de suspensão, também chamado de junta esférica, é um componente do sistema de suspensão do veículo, que a conecta com a manga do eixo, que é onde se localiza a roda, de forma a promover uma melhor absorção dos impactos.

O pivô é uma peça de metal, ligada ao braço oscilante da suspensão, ou bandeja, para que o movimento vertical e angular seja capaz de esterçar e permitir que as curvas sejam feitas de forma mais controlada e estável, aumentando a segurança do condutor.

Qual é a função do pivô de suspensão?

A função do pivô da suspensão é aumentar a estabilidade e a segurança, tanto do motorista quanto do próprio veículo. Seu funcionamento pode ser comparado ao de um cotovelo, pois ele permite que o movimento para cima e para baixo da roda amorteça melhor o impacto quando o veículo passar por buracos ou rodar em terrenos instáveis.

O pivô de suspensão também permite que os movimentos para os lados direito e esquerdo contribuam para evitar que outros componentes da suspensão e do motor sejam forçados, mantendo as rodas alinhadas com o chassi, absorvendo de maneira mais eficiente as irregularidades.

Tipos de pivô de suspensão

Assim como existem diferentes modelos de veículos, seus componentes muitas vezes são diferentes, e abaixo vamos apresentar os tipos de pivô de suspensão existentes:

Pivô de suspensão superior

O pivô de suspensão superior tem esse nome pela posição que ocupa, e conecta a parte de cima do braço do sistema de suspensão ao chassi ou carroceria.

Pivô de suspensão inferior

Assim como o superior, o pivô de suspensão inferior é definido por sua posição, e conecta a manga do eixo, a roda, à parte de baixo do braço da suspensão.

Diferenças entre os tipos e aplicações

Podemos também mencionar, além dos modelos classificados por sua posição, os tipos que são definidos por fixação, os parafusados, que são fixados à bandeja com parafusos e com manutenção e substituição mais fácil. 

O cravado ou rebitado, que como é preso à bandeja por rebites, pode ter que ser substituído pela pelo parafusado em caso de desgaste, já que o processo de rebitamento é bem mais complexo e trabalhoso.

Ainda pela fixação há o pivô prensado, que se liga à bandeja sem parafusos ou rebites, pela prensagem, que é um encaixe de interferência. Há também os pivôs de suspensão por modelo de veículo, como os conjugados na bandeja, projetados para SUVs e caminhonetes.

Os com pino reto ou angular, cujo formato do pino pode sofrer variações de acordo com o projeto de suspensão, o modelo do veículo e os movimentos das rodas que ele executa.

Quais são os principais sinais de desgaste do pivô de suspensão?

Como mostramos acima, o pivô de suspensão é um componente bastante importante para o bom funcionamento do veículo e a segurança do condutor. Convém então apresentar os sinais de que essa peça está precisando de atenção:

Ruídos na suspensão ao passar por irregularidades

Os condutores, em sua grande maioria, costumam conhecer bem os ruídos que são normais durante o seu funcionamento, então se forem identificados estalos metálicos, rangidos ou mesmo barulhos de batidas secas quando o veículo passar por buracos, terrenos irregulares, lombada ou com viradas mais bruscas do volante.

Folga na direção

Outro sinal clássico de possíveis problemas no pivô da suspensão é quando há folga na direção, fazendo com que ela se torne mais solta e ocorrendo um atraso entre a ação do condutor e a resposta das rodas, ou mesmo a sensação que o veículo demora mais a responder aos comandos.

Vibrações no volante

Além da folga no volante, é possível que o desgaste no pivô de suspensão promova um desalinhamento, fazendo com que o veículo puxe mais para um lado, ou mesmo promovendo uma perda da estabilidade, mesmo depois de realizado o alinhamento.

Desgaste irregular dos pneus

Mais um fator que pode ocorrer em razão do desgaste no pivô de suspensão é o desgaste irregular dos pneus, que pode apresentar em uma de suas bordas sinais de corrosão ou com a aparência de “dentadas”, promovidos pelo movimento desigual das rodas e também do recebimento desigual do impacto por elas.

O que acontece se o pivô de suspensão estiver ruim?

Assim como os demais componentes do sistema de suspensão, o desgaste ou mesmo a quebra do pivô de suspensão, resulta em situações de risco em diferentes níveis, como mostraremos a seguir:

Perda de estabilidade do veículo

Um dos riscos de ter o pivô de suspensão em mau estado ou quebrado é a perda de estabilidade do veículo, como mencionamos anteriormente, o que pode levar a acidentes, já que a roda perde quase que completamente a conexão com o veículo e consequentemente o contato adequado com o piso.

Comprometimento da dirigibilidade

Mais uma situação que pode ocorrer em razão de problemas no pivô de suspensão é a queda na qualidade da dirigibilidade, como os barulhos, perda de instabilidade, desgaste irregular dos pneus, folga na direção e o volante puxando para um dos lados, o que pode gerar o rompimento total da peça, gerando a perda de controle do veículo.

Risco de quebra e acidentes

Caso um dos componentes do sistema de suspensão esteja em más condições, os demais também serão impactados, pois seu mau funcionamento é quase certo. e há um grande risco de, além do pivô danificado, o proprietário ter que reparar ou substituir também outras peças, como buchas, terminais de direção e até mesmo os pneus.

A redução do controle completo do veículo em face de problemas no pivô de suspensão também promove um risco mais sério, que é o de acidentes graves, pondo a segurança do motorista e demais veículos no seu entorno em cheque graças à possibilidade de quebra definitiva do pivô, travamento das rodas ou colapso total da suspensão.

Como é feita a avaliação do pivô de suspensão?

Para conhecer o estado de conservação do pivô da suspensão é necessário fazer uma avaliação da peça, e se possível dos demais componentes que, juntos, trabalham para absorver os impactos do veículo.

O passo inicial é fazer uma inspeção visual do pivô, coifa e pino, verificando se a borracha está furada, ressecada, com excesso de graxa que indica vazamento e se há sinal de ferrugem, pois isso é indicativo de falta de lubrificação e maior atrito entre as peças. Verifique também os movimentos das rodas com o veículo suspenso, nas posições de 6h e 12h, para checar se há algum balanço que indique folga no pivô. 

Se não for possível verificar visualmente, o teste com alavanca para avaliar a folga deve ser realizado com o veículo elevado com um macaco. Com uma chave de fenda bem grande ou um pé-de-cabra, force o pivô para cima e para baixo e cheque se há folga entre a caneca e o pino esférico, pois isso também é sinal de desgaste da peça.

E um teste que pode ser feito diariamente é o de circulação com o veículo, pois os ruídos diferentes, o volante estar puxando para um dos lados, o desgaste dos pneus, e a redução da dirigibilidade são sinais claros de problemas, e api é necessário buscar um profissional para avaliar os danos e repará-los.

Quando é necessário trocar o pivô de suspensão?

Claro que o sistema de suspensão e seus componentes podem precisar de reparos e substituições caso sofram avarias inesperadas, mas os fabricantes e profissionais da área automotiva dão as seguintes dicas sobre o pivô:

Vida útil média da peça

Além dos sinais que podem ser visualizados, dos ruídos e da diferença na condução do veículo, o pivô de suspensão deve ser trocado nas manutenções preventivas a cada 10 mil km rodados, ou seguindo a indicação do manual do proprietário do veículo, caso a informação seja diferente.

Fatores que aceleram o desgaste

A condução do veículo por terrenos íngremes, vias com muitos buracos, especialmente quando em alta velocidade, forçam excessivamente o pino esférico, o que pode causar a folga. 

Cargas além do limite recomendado forçam o sistema de suspensão, especialmente as buchas e o pivô. A falta de manutenção preventiva, dentro do prazo informado no manual do proprietário ou de profissionais de confiança, pode impedir que os possíveis desgaste sejam localizados e sanados.

Há também um fator a se considerar que é a qualidade e procedência dos componentes, afinal a baixa qualidade aumenta bastante as chances de desgaste e falhas no sistema, bem como a instalação realizada de forma imprecisa, podendo acarretar o escape do pivô.

Qual o valor para trocar o pivô de suspensão?

Assim como os diferentes modelos, o custo do pivô de suspensão pode variar bastante, indo de R$ 250 a R$ 1.500, de acordo com o fabricante e material utilizado na peça, e do modelo de veículo em que será utilizado.

O pivô pode ir de R$ 80 a mais de R$ 1000 em veículos importados, mas há ainda a mão de obra, que também pode variar de R$ 150 a R$ 500, em casos mais complexos de instalação da peça.

Manutenção preventiva da suspensão

As manutenções preventivas são fundamentais para o bom funcionamento do veículo, uma significativa economia, conforto e dirigibilidade e prioridade no que diz respeito à segurança na condução de veículos.

A da suspensão deve ser feita a cada 10 mil km rodados ou a cada 6 meses, o que vier primeiro. Devem ser checados ruídos anormais, os amortecedores, estes especialmente entre 40 e 50 mil km devem ser substituídos. Os carros utilizados para trabalho rodam mais, então esses prazos podem ser antecipados. 

Os veículos que rodam por vias esburacadas, com muitas lombadas, terrenos íngremes, com excesso de peso e em alta velocidade têm maior propensão ao desgaste de seus componentes de suspensão, então o cuidado deve ser redobrado.

Devem ser verificados possíveis vazamentos de óleo, hastes com cores azuladas (que indicam superaquecimento), a borracha das buchas, se os batentes estão estourados, se as molas estão em bom estado ou enfraquecidas, se os braços oscilantes possuem folgas, se as bieletas e barras estabilizadores estão bem conectadas e em bom estado, e não deixar de fazer o alinhamento e balanceamento do veículo depois da manutenção.

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