Carro flex: mitos e verdades sobre a durabilidade do motor

Publicado: Thursday, 09 de April de 2026Última atualização: 09/04/2026 às 00:10

Motor flex em 2026: desmistifique o funcionamento bicombustível, entenda a real durabilidade do motor e saiba se alternar entre etanol e gasolina estraga o carro.

Imagem não encontrada

Há quem não conheça bem o funcionamento dos veículos bicombustível, e se questione sobre a durabilidade do motor flex, bem como as consequências do seu uso. Para desmistificar o funcionamento dos motores flex em 2026, redigimos um texto explicando seu funcionamento.

O foco deste texto será na durabilidade do motor flex e na sua manutenção, especialmente a preventiva. Vamos também esclarecer mitos sobre a alternância de combustíveis e detalhar o impacto real do etanol e da gasolina nos componentes internos e na vida útil do óleo lubrificante. 

Como funciona o motor flex?

O motor flex é um recurso cada vez mais presente nos veículos, pois proporciona aos condutores algumas importantes vantagens, e uma das mais ressaltadas é a economia que a combinação de gasolina e etanol podem proporcionar. O motor flex foi desenvolvido justamente para permitir a flexibilidade na escolha do combustível, criando um custo-benefício mais interessante.

O motor flex faz uso de sensores e de uma sonda lambda para identificar os combustíveis, ajustando de forma automática as quantidades através da injeção eletrônica, de forma a otimizar o funcionamento do motor com uma queima eficiente de combustível. 

Uma das vantagens dos novos modelos de motores flex é que o tanquinho de gasolina foi substituído por um sistema de aquecimento que permite dar a partida no veículo mesmo com o etanol frio.

Para potencializar a durabilidade do motor flex a recomendação do fabricante é rodar com o veículo por volta de 10 a 20 minutos com o veículo depois de abastecer para que os sensores consigam identificar os combustíveis e equilibrar a proporção entre eles.

No quesito desempenho no motor flex o etanol é o responsável por maior potência, enquanto a gasolina é a responsável por oferecer maior autonomia, permitindo que o carro rode por mais tempo.

Carro flex: mitos e verdades sobre a durabilidade do motor na prática

Há uma grande especulação sobre o funcionamento do motor flex, e como sempre acontece nesses casos, muitas suspeitas são levantadas sobre sua durabilidade e a melhor maneira de prolongar sua vida útil. Vamos mostrar a seguir algumas das verdades e mitos que circulam por aí:

Verdade: o etanol tem propriedades detergentes que limpam o motor?

O etanol possui características que funcionam como um solvente natural, e suas propriedades realmente são capazes de limpar o sistema de injeção, reduzindo assim o acúmulo de carbono no motor.

Outra característica do etanol é que durante a queima ele produz muito menos resíduos, contribuindo significativamente para que o acúmulo de detritos e sujeiras seja menor do que com a gasolina, porém isso não substitui a manutenção preventiva e a limpeza dos componentes.

Mito: alternar entre combustíveis "vicia" ou estraga o motor?

A durabilidade do motor flex é uma garantia, uma vez que o componente foi projetado para funcionar da mesma forma com qualquer um dos dois, etanol ou gasolina, excetuando as características de cada um deles.

Alternar entre os dois combustíveis ou utilizar a combinação de ambos não cria nenhum tipo de prejuízo ao motor flex, e tampouco danifica os demais componentes, uma vez que as peças não possuem memória, e se houver qualquer falha ou engasgo na troca de um por outro, provavelmente será em razão do acúmulo de resíduos.

Verdade: o óleo do motor dura menos se eu usar apenas etanol?

Há duas situações diferentes com relação ao uso de etanol e a durabilidade do óleo. Não é verdade que o óleo vá durar menos com o uso constante de etanol, porém se o condutor percorrer  trajetos curtos com o motor frio, ele pode se contaminar de forma mais fácil, o que acaba por reduzir a sua durabilidade se não for bem cuidado.

Para um cuidado mais aprimorado e aumentar a durabilidade do motor flex é possível contar com as oficinas especializadas e técnicos qualificados do Grupo AB, que é capaz de realizar revisões precisas, limpezas de bicos e trocas de óleo preventivas, assegurando que a tecnologia flex da sua marca favorita funcione com máxima eficiência e confiabilidade.

A contaminação do lubrificante e os prazos de troca

Como é possível que o óleo se contamine com o uso do veículo frio em trajetos curtos, impedindo assim que o calor o proteja, por isso há a recomendação para que ao ligar o carro, o condutor espere por volta de 1 minuto antes de sair para dar tempo do lubrificante aquecer o mínimo necessário.

Caso essa prática não seja possível, ou o condutor não queira realizá-la, é provável que o cárter seja contaminado e o óleo oxide e com isso é muito comum que a vida útil do lubrificante seja encurtada, sendo necessária a sua substituição antes do tempo normal.

Impacto nos componentes internos: o que realmente sofre desgaste?

Assim como a durabilidade do motor flex é uma dúvida bastante comum, há também que se pergunte sobre a vida útil dos demais componentes, por isso vamos apresentar abaixo a versão verdadeira dos fatos:

Bicos injetores e bomba de combustível: a corrosão ainda é um problema?

O uso prolongado e exclusivo do etanol promove um aumento das chances de entupimento dos bicos injetores em razão da oxidação e acúmulo de resíduos, principalmente nos sistemas de injeção indireta.

O caso da bomba de combustível é similar, pois ela sofre maior oxidação com o uso exclusivo do etanol, pois a concentração de água nesse combustível é maior do que a da gasolina, aumentando as chances de corrosão interna.

Outro fator a ser considerado é com relação ao filtro de combustível, pois como mencionamos acima o etanol tem propriedades detergentes, e essa limpeza faz com as sujeiras fiquem soltas e caiam diretamente no filtro, exigindo limpeza e manutenção frequente.

Os componentes de borracha e plástico, como as mangueiras, por exemplo, são mais sensíveis ao etanol, mas é bem comum que as montadoras já entreguem os veículos com materiais compatíveis ao motor flex, evitando o ressecamento.

Acúmulo de carbonização e o uso de gasolinas aditivadas

A carbonização é o acúmulo de resíduos sólidos, os carbonos, nas válvulas, pistões e câmara de combustão,  e ela se dá quando não ocorre a queima total dos combustíveis fósseis, ou até mesmo do uso de um óleo já degradado.

O uso de gasolinas aditivadas é recomendado para maior durabilidade do motor flex, pois contém ativos limpadores, com ação detergente e dispersante, o que contribui significativamente para a remoção dos resíduos no sistema de combustível, e ainda previne a formação destes depósitos de carbono.

Vale ressaltar que para os veículos que só usam gasolina normal a mudança para a aditivada provavelmente vai promover uma limpeza da sujeira acumulada, soltando os resíduos e quem vai absorvê-los é o filtro de combustível, então a dica é fazer a troca depois de uma limpeza da manutenção preventiva, ou ter maior atenção ao filtro para evitar problemas.

Há também uma alternativa ao uso de gasolinas aditivadas, que é abastecer com a gasolina normal e misturar a ela, de forma esporádica, uma embalagem de aditivo concentrado, seguindo as informações do fabricante do produto, e desde que ele seja de boa procedência, montando uma combinação que ofereça eficácia na limpeza dos resíduos.