Os veículos mais novos geralmente já saem das fábricas com o câmbio automático, incluindo suas variações, mas mesmo quem não compra um carro zero também pode acabar adquirindo um veículo que venha com esse sistema instalado.
Apesar de já ser um sistema bem popular no país, há ainda uma série de dúvidas sobre o funcionamento e as variações do câmbio automático, e para esclarecer essas questões redigimos um artigo para orientar condutores sobre o funcionamento e sua operação correta.
No texto vamos desmistificar as siglas do console (P, R, N, D, S, L, 1, 2 e 3), além de diferenciar as tecnologias disponíveis, como CVT e dupla embreagem, focando em durabilidade e manutenção preventiva de fluidos.
O que é o câmbio automático?
O câmbio automático é um modelo de transmissão, responsável pela troca de marchas de um veículo, porém, de forma automática, sem que o condutor precise escolher qual marcha engatar.
É um sistema inteligente, que através da interpretação da velocidade do veículo e da rotação do motor é capaz de escolher a marcha correta para obtenção do melhor desempenho do veículo e seus componentes, permitindo que o condutor tenha maior atenção ao trânsito.
Câmbio automático x câmbio manual: diferenças e quando optar
Os câmbios automático e manual são completamente diferentes, apesar de cumprirem o mesmo objetivo, que é ajustar a relação entre a rotação do motor e a velocidade das rodas. Porém no manual é preciso que o condutor realize a troca de marchas, utilizando a embreagem a cada mudança, um modelo de câmbio mais barato e robusto, que oferece maior controle sobre o veículo e economia de combustível.
Já no caso do câmbio automático, a prioridade, além do ajuste, é realizar a troca de marchas de forma mais confortável para o condutor, oferecendo praticidade e permitindo que ele esteja mais atento ao tráfego.
A escolha entre o câmbio automático e o manual depende de uma série de fatores. Os motoristas que preferem conforto e praticidade costumam optar pela versão automática, mas quem prefere o controle total sobre o veículo, economia de combustível e um componente mais barato, optam pelo manual.
Como funciona o câmbio automático?
O câmbio automático troca as marchas por conta própria, sem necessidade de uso da embreagem, e funciona através de um conversor com torque hidráulico, que transfere a potência do motor.
As mudanças de marchas são feitas com base na velocidade do veículo e na rotação do motor, utilizando a pressão do óleo para o acionamento das engrenagens planetárias internas, ao invés do uso do pedal.
Ou seja, o conversor do torque potencializa a força do motor, substituindo a engrenagem de pedal, e coloca o veículo em movimento com o óleo para a transmissão da potência.
Outro componente importante do sistema de câmbio automático é o corpo de válvulas, que é responsável por controlar o fluxo de óleo que sob pressão faz a escolha da marcha ideal, assim como as engrenagens planetárias, que são as peças que, de fato, fazem a troca das marchas pelo travamento dos discos.
Letras e símbolos do câmbio automático
Para quem não está habituado com o câmbio automático, seguem abaixo os símbolos que estão gravadas nele e indicam diferentes posições, e seus significados:
O que significa o “P” no câmbio automático?
A letra P, que em inglês significa park, é a que indica o travamento da transmissão para o veículo estacionar.
O que significa o “R” no câmbio automático?
Já o R, ou reverse, é a posição indicada para dar a ré no veículo.
O que significa o “N” no câmbio automático?
N de neutral é utilizado para colocar o veículo em ponto morto, liberando assim a transmissão.
O que significa o “D” no câmbio automático?
No caso do D, que é drive, o condutor utiliza essa marcha para começar a dirigir, é a posição de início da operação de movimentar o carro.
O que significa o “S” no câmbio automático?
O S vem de Sport, o modo esportivo, onde as marchas são mais baixas durante mais tempo, promovendo uma melhor aceleração.
O que significa o “L” no câmbio automático?
A letra L vem de low, que em portuguès significa baixo ou reduzido, e essa marcha aumenta a força do motor, seu torque, ideal para as descidas ou subidas, trechos mais íngremes ou muito peso no veículo.
Para que servem 1, 2 e 3 no câmbio automático?
Diferente dos demais símbolos, os números 1, 2 e 3 representam a troca das marchas leves, que impedem que o veículo engate as marchas superiores, e são como uma espécie de modo manual, que assim como o L, são utilizadas em descidas compridas, subidas íngremes, no momento de uso do freio-motor, poupando os freios.
Para que serve o D3 no câmbio automático?
Já o D3 funciona no câmbio automático como um limitador de marchas, fazendo com que o veículo permaneça nas três primeiras, impedindo que ele engate as marchas 4, 5 ou as superiores, e é indicada para ultrapassagens, trânsito pesado, reforçar o freio-motor e quando for necessário mais força, como em subidas e descidas.
Os tipos de câmbio automático
Existem alguns tipos diferentes de câmbios automáticos, com diferentes funções e indicados para perfis de condutores e modelos de veículos variados:
Câmbio automático convencional
O câmbio automático de modelo convencional, ou hidráulico, faz uso de um conversor de torque, como mencionamos acima, além de engrenagens planetárias. Suas funcionalidades permitem uma condução mais suave, sem os trancos característicos das trocas de marchas, e funciona muito bem em perímetros urbanos e em estradas.
Transmissão CVT (Continuamente Variável)
Esse modelo de câmbio não conta com marchas físicas, e faz uso de polias variáveis para a realização das transações contínuas. O CVT contribui para a economia de combustível e também proporciona uma condução suave.
Câmbio automatizado
O câmbio automatizado é conhecido pela mono ou dupla embreagem, e por isso também pode operar como câmbio manual, porém contando com um sistema robótico que faz o controle da embreagem e das mudanças de marchas.
Câmbio de dupla embreagem
Já o DCT, o câmbio de dupla embreagem utiliza ambas para fazer a pré-seleção das marchas que devem ser engatadas, o que permite trocas muito mais rápidas, o que proporciona ao condutor a agilidade de um câmbio manual com o conforto do câmbio automático
Dicas para aumentar a vida útil do câmbio automático
Como o bom funcionamento do veículo depende fundamentalmente do câmbio automático, é muito importante que ele seja bem cuidado e sua vida útil seja prolongada. Seguem algumas dicas para ajudar nesses aspectos:
Manutenção preventiva
A manutenção preventiva do câmbio automático é fundamental, pois impede que o óleo esteja em condições precárias, evita o desgaste excessivo das peças do sistema, que o carro passe por trancos durante sua condução e reduz as chances de superaquecimento.
Óleo e fluido da transmissão
A troca do óleo, de acordo com a maioria dos manuais de proprietário dos veículos deve ser feita entre 40 mil km e 60 mil km, ainda que esteja escrito “fluido para toda a vida” a substituição deve ser realizada, pois quando o óleo atinge seu limite de uso ele perde suas principais características e há o risco de superaquecimento e o desgaste antecipado dos componentes.
É fundamental utilizar o fluido correto, preferencialmente o que for recomendado no manual do fabricante, pois o uso de fluidos que não sejam específicos para o modelo de câmbio automático pode comprometer seriamente o desempenho do sistema, causando problemas de maiores proporções. O filtro da transmissão não deve ser esquecido, e sua troca deve ser feita junto com a do óleo.
Condução que preserva a transmissão
Além dos cuidados com manutenção e substituição de fluidos e componentes, uma parte importante da preservação do câmbio automático é a condução correta. Algumas recomendações dos profissionais são a pausa total para a troca de marcha, o uso da sequência correta de mudanças para estacionar.
O condutor deve evitar manter o veículo parado nas rampas somente com o acelerador, recomenda-se o uso do freio de serviço para evitar superaquecimento e desgaste do câmbio automático.
Caso o veículo precise parar por um curto período, o indicado é manter a marcha D com o freio acionado, mas se for maior que 2 minutos, o N, ponto morto, é melhor. As marchas L, 1, 2 e 3 devem ser utilizadas em subidas e descidas íngremes, pois ao utilizar o freio-motor tanto o câmbio automático quanto o freio são menos exigidos.
Para quem busca o conforto da transmissão automática com segurança mecânica, a compra e manutenção deve ser feita com o Grupo AB, que conta com um amplo estoque de modelos automáticos e oficinas especializadas, além de oferecer o suporte técnico necessário para garantir trocas de marcha suaves e a longevidade do sistema.